Papaizinhos Queridos

JC (que já explicamos outras vezes não se tratar de Jesus Cristo, embora nesse caso, até seria pertinente que o fosse) costuma dizer que existe prova para tudo: vestibular para garantir o ingresso na faculdade, prova do DETRAN para tirar carteira de motorista e até cursinho obrigatório na igreja para os casais enamorados visando a garantir o sucesso dessa empreitada que, nos dias de hoje, … Continuar lendo Papaizinhos Queridos

É Tudo uma Questão de Ponto de Vista

A cada dia que passa, reforço a minha convicção de que o que determina latitude e longitude não é a nossa posição na terra frente a linha do Equador e o Meridiano de Greenwich. As coordenadas geográficas são traçadas por outras linhas imaginárias. A minha família, por exemplo, tem essa questão cartográfica com a Barra da Tijuca. O Vale do Jequitinhonha, no interiorzão de Minas, … Continuar lendo É Tudo uma Questão de Ponto de Vista

A Indesejada das gentes

Dias Gomes disse uma vez que Deus era um ótimo dramaturgo, mas um pouco repetitivo, porque todas as suas histórias tinham o mesmo final. Certa feita estava no parquinho quando uma amiga, que também tinha um filho em idade de cair do escorrega e acreditar que o sobe e desce da vida é apenas um movimento da gangorra, apareceu. Ela vinha com aquele saco plástico … Continuar lendo A Indesejada das gentes

É tudo culpa da física

Minha avó, uma das mulheres mais chiques que conheci, era do tempo em que se usavam camisas de seda e mocassins, e suas unhas estavam sempre impecavelmente pintadas de vermelho escarlate. Filha de um pianista russo, nasceu em São Paulo e lá teria vivido para sempre se um namorado seu não tivesse tido a descortês ideia de batizar no prado uma égua de corrida com … Continuar lendo É tudo culpa da física

A chana da minha vó

O autor do choro Carinhoso veio ao mundo no bairro da Piedade, subúrbio carioca, com a responsabilidade de carregar o nome do pai, Alfredo da Rocha Vianna Filho, mas de pronto abandonou o nome da certidão. A avó Ediwirges apelidou-o de “Pizindin”, que era como chamavam os pequenos bons lá na África. Já para os camaradas da rua no Catumbi, era o “Bexiguinha”, por causa … Continuar lendo A chana da minha vó

Arquitetura Darwin

Lázara, a agente de viagens do Cerrado, nos enviou uma mensagem pelo celular que só lemos ao posar: “Bleno vai buscá-las”. Bleno ou Breno – essa era a questão! Todo mundo digita errado no celular, mas o R tá a quilômetros do L no teclado! Era Bleno, mesmo! Ele nos pegou em um carrinho de passeio. A noiva veio junto, muito provavelmente para garantir que … Continuar lendo Arquitetura Darwin

A saga dos hamsters

No ano em que me separei do pai das meninas, a caçula perguntou se o Papai-Noel trazia coisas vivas. De bate pronto, respondi que não. Pequenos animaizinhos não sobreviveriam à longa viagem de trenó, e “coisa vivas grandes”, além de ocupar muito espaço, fariam uma bagunça tremenda, comprometendo a entrega dos presentes. Foi uma resposta deveras convincente – ou, ao menos, bastante plausível –, e … Continuar lendo A saga dos hamsters

Filhos… Filhos? Melhor não tê-los! Mas, se não os temos, como sabê-lo?

Ontem, Patricia e a filha XX tiveram um embate. Não posso citar nome de menores; embora o Governo tenha votado pela maioridade penal, sou contra. XX cismou que só tinha um short que lhe caía bem, mas justamente esse estava de molho no balde. Ao que parece, o estado líquido da veste não era um dado que fizesse a jovem desistir do figurino. A mãe … Continuar lendo Filhos… Filhos? Melhor não tê-los! Mas, se não os temos, como sabê-lo?